Desde a última sexta-feira (01), os cerca de 1.760 investigadores e 380 escrivães da Polícia Civil do estado paralisaram suas atividades por tempo indeterminado. A decisão dos servidores foi tomada após assembleia realizada na sede do Sindicato da categoria. Em Juína, apenas 30% do efetivo trabalha para atender as ocorrências emergenciais.
Os grevistas pleiteiam equiparação salarial com os peritos criminais que recebem, inicialmente, salário de R$ 6 mil. Investigadores e escrivães têm salários de R$ 2.365 mil em início de carreira. A negociação com a Secretaria de Estado de Administração (SAD) se arrasta há mais de 60 dias e a última proposta, encaminhada pela SAD ontem (30), não agradou os trabalhadores. No mês de junho, os servidores realizaram duas paralisações, de 24 horas no dia 3 e 48 horas nos dias 6 e 7 deste mês, como forma de pressionar o governo por mudanças.
Para o presidente do Siagespoc, Cledison Gonçalves da Silva, falta comprometimento do Poder Público em valorizar o funcionalismo. Ele creditou a situação de radicalização à postura do secretário de Administração, César Zílio. “Não podemos mais aceitar o descaso do governo com a nossa categoria, sempre deixada de lado em detrimento a outras”.
JNMT
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