Aumentar a produtividade no campo é um dos desafios que a cadeia mundial da carne está enfrentando, mas que em Mato Grosso já virou uma realidade. O ato de produzir mais em um menor espaço está sendo executado no estado, conforme números divulgados pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).
O aumento do rebanho, que chegou a 29%, de R$ 22,2 milhões de cabeças para 28,7 milhões em nove anos, foi superior a expansão da área de pastagem, cujo alta foi de 7%, passando de 24 milhões de hectares para 25,8 milhões no mesmo período. O assunto virou tema discutido durante o Congresso Internacional da Carne, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, entre os dias sete e nove de junho. O superintendente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vacari, destaca que as metas para a cadeia da carne no mundo já foram antecipadas pelos produtores mato-grossenses. De acordo com o levantamento do Imea, a taxa de ocupação também aumentou, subindo de 0,93 animal por hectare em 2002 para 1,12 em 2010, pontuando com uma evolução de 20,5%. Vale ressaltar que a média nacional é de 0,7 animal por hectare. Além da produtividade, ele revela que as ações de sustentabilidade também foram iniciadas no Estado. Para Mato Grosso, Vacari diz que o principal empecilho é a falta de políticas públicas direcionadas para o setor produtivo. “Linhas de créditos mais compatíveis com a realidade do pecuaristas são questões que devem ser estudadas pelos governos”.
Sobre o evento, o presidente da Federação de Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul (Famasul), Eduardo Riedel, ele ressalta que contribuiu para estreitar todos os elos da cadeia da carne. Foram 1,4 mil inscritos, com a participação de 19 estados e 11 países. “Discutimos os impasses que travam o setor e a maneira que devemos nos posicionar frente ao mercado”.
Autor:G1/MT
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