O presidente do Partido dos Trabalhadores em Mato Grosso, Saguas Moraes, partiu para um discurso de conciliação entre as alas existentes na sigla ao se posicionar contra a expulsão da ex-senadora Serys Slhessarenko, acusada de não ter apoiado a candidatura ao Senado de Carlos Abicalil. “Acho que a expulsão não é o melhor caminho” – disse o político.
A Comissão de Ética do PT concluiu que Serys agiu com infidelidade as regras partidárias ao não apoiar a candidatura de Abicalil. A decisão final, no entanto, caberá ao Diretório Regional, que deve se reunir no final do mês. Os delegados petistas podem rejeitar, reduzir ou ampliar a pena.
Serys lutou contra a postura do dirigente partidário, de reivindicar a candidatura ao Senado. “Não me deram a chance de o eleitor avaliar o meu mandato” – disse na ocasião.
Indicada como Embaixadora do Brasil para a Conferência Internacional de Meio Ambiente para o Clima, Serys não se surpreendeu com a decisão da Comissão de Ética, controlada por maioria ligada a Carlos Abicalil, Saguas e Alexandre. Ela já anunciou que mantida a decisão vai recorrer ao Diretório Nacional.
“Se queremos olhar para gente, fortalecer o partido, temos que buscar o diálogo e tentar a união”. Saguas disse que pretende conversar com os delegados do PT no Diretório Regional para externar sua posição. O deputado, anteriormente, sugeriu uma suspensão de quatro meses a ex-senadora, que disputou na ultima eleição a vaga de deputada federal – após ter sido derrotada em prévia por Abicalil, na época presidente do PT e cujo grupo, ao lado de Saguas Moraes e Alexandre César, detém o controle da maioria dos votos.
24 Horas News
Nenhum comentário:
Postar um comentário