sexta-feira, 18 de março de 2011

Juína - Presos integrantes de quadrilha de estelionatários que atuava em Cuiabá

A Polícia Judiciária Civil de Juína (735 km a Noroeste) prendeu em flagrante na quinta-feira (17.03) dois homens, acusados de integrar uma quadrilha de estelionatários, liderada por Oséias Evandro Pinheiro, que atua em Cuiabá. Lelis Avelino da Costa, 39 e Flávio Alex, 20, são acusados de falsificar documentos e assinaturas de cartórios no município de Juína.

Há cerca de um mês, após denúncias feitas pelos cartórios da cidade, a Polícia Civil passou a investigar os acusados e descobriu que em Cuiabá eles abriam empresas fantasmas no ramo de informática, com o uso dos documentos falsos. Em Juína, Oséias se reunia com seus comparsas e produziam vários documentos falsos. Depois procuravam o cartório para registrar procuração falsa e em seguida entravam com pedido de financiamentos de veículos e maquinários.
 
Em posse de uma procuração falsa, os estelionatários, posteriormente, vendiam os veículos e os maquinários com valores um pouco abaixo do mercado.

Em consulta ao Sistema de Informações de Segurança (Infoseg) os investigadores descobriram que os dois suspeitos e mais três integrantes, que estão foragidos, entre eles Oséias Pinheiro, possuem mandados de prisão em aberto, expedidos pela 4º Vara Criminal de Cuiabá e também pela Comarca de Juína.

Lelis Avelino e Flávio Alex foram ouvidos pelo delegado regional Alexandre Morais Franco, e encaminhados a Cadeia Pública da Cidade a disposição da Justiça.

Buscas em 2008
A Delegacia Especializada de Crimes Contra a Administração Pública e Fazendária, da Polícia Judiciária Civil, cumpriu na tarde de 5 de novembro de 2008, um mandado de busca e apreensão contra uma empresa prestadora de serviços de Informática, em Cuiabá. A empresa é suspeita de usar nomes falsos para constituir empresas fantasmas.

O acusado, Oséias Evandro Pinheiro - nome verdadeiro - usava várias identidades falsas para abrir empresas no ramo de informática e através delas aplicar golpes na praça. Já de imediato a polícia descobriu 5 nomes falsos e durante as buscas foram encontradas mais 4 identidades. Ele também tinha várias inscrições de produtor rural.

Em um dos golpes investigados, Oséias, utilizando da firma Netcom, onde o mandado foi cumprido, se apropriou dos equipamentos de informática de outra empresa que teria contratado os serviços da Netcom. Usando outra firma constituída por ele e dois sócios fantasmas, a Neo Link Telecomunicações e Informação mantinha contato com uma empresa canadense para compra de produtos de informática.

Os membros da quadrilha foram indiciados por crimes de estelionato, falsificação de documentos públicos, uso de documentos falsos e falsidade ideológica.

Rafelly Escolbar

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